Uma investigação sobre a
essência e a narrativa visual.

ARQUIPÉLAGO DE ANAVILHANAS | RIO NEGRO.

DE 18 A 22/04 DE 2027.

Mulher flutuando nas águas do Rio Negro ao lado de uma árvore submersa
Rosto de mulher emergindo da água negra

A AMAZÔNIA NÃO ACEITA O OLHAR APRESSADO.

Para documentá-la, é preciso primeiro despir-se das certezas.

Amazônia Nua é um chamado ao essencial. É o exercício de buscar a estrutura da luz, a geometria do caos e a alma do território. Não estamos aqui para colecionar paisagens, mas para lapidar o olhar até que ele seja capaz de registrar o que é invisível: o silêncio entre as árvores, o rastro da água negra e a dignidade do povo que habita o rio.

Desfaça-se do excesso. Encontre a nitidez.


A maestria do olhar com Walmor de Oliveira é mais do que um workshop de fotografia, esta é uma confluência de 50 anos de experiência técnica com a crueza da maior floresta tropical do mundo.

Walmor de Oliveira, fotógrafo que ajudou a moldar a estética do retrato e da moda no Brasil, traz seu rigor de estúdio para a liberdade do Rio Negro.

O objetivo é o desenvolvimento autoral. Walmor guiará os participantes através da fotografia conceitual e documental, ensinando que a câmera é apenas a ferramenta; a verdadeira imagem nasce da intenção e da ética do fotógrafo diante do mundo.


Walmor de Oliveira cercado por suas câmeras analógicas

Protagonista na valorização da bioeconomia, Carol Faria escolheu a Amazônia como território de atuação, onde desenvolve uma curadoria sensível de experiências conectadas às pessoas e aos saberes locais. Mãe, ceramista e especialista em branding, com passagens por grandes corporações, ela integra sua trajetória em gestão e comunicação a um olhar atento sobre a potência do território e de quem o vive.

Seu trabalho parte da escuta e da construção de relações genuínas com comunidades, reconhecendo que o conhecimento ancestral é essencial para imaginar futuros mais sustentáveis.


Carol Faria sorrindo na varanda de uma casa ribeirinha

A AMAZÔNIA NUA É AQUELA QUE
NÃO PRECISA DE ADORNOS PARA
SER GRANDIOSA.


TERRITÓRIO

Nosso laboratório será um dos maiores arquipélagos pluviais do planeta. Um mosaico de 400 ilhas onde floresta e rio se entrelaçam de forma única, criando paisagens que parecem suspensas no tempo.

Navegaremos entre igapós e igarapés em barcos a remo e a motor, atravessando corredores naturais moldados pela água e pela mata. Nossa base, a Pousada do seu Érico, é o portal para essa cultura que resiste à globalização. Seremos conduzidos por quem conhece os segredos do rio: o mestre Érico e o barqueiro Pirarucu.

DESPIR O OLHAR
É A ÚNICA FORMA
DE VESTIR A ALMA
DO TERRITÓRIO.

Barco de alumínio sob a chuva no Rio Negro

PARA QUEM É

A Amazônia Nua é um convite para qualquer pessoa que sinta o chamado da imagem. Não é o modelo da sua câmera que importa, mas a disposição do seu olhar. É uma imersão que abraça todos os níveis de intimidade com a fotografia.

ESTE WORKSHOP FOI DESENHADO PARA

Entusiastas e curiosos: Para você que ama fotografar — seja com uma câmera profissional ou com o celular — e quer aprender a transformar seus registros em algo com mais alma e intenção.

Amadores avançados: Para quem já entende as funções da câmera, mas sente que falta um "algo a mais" nas fotos e busca a mentoria de um mestre para destravar a criatividade.

Profissionais em busca de respiro: Para quem vive da imagem e precisa de uma pausa do mercado para reencontrar o prazer de fotografar por puro sentimento e conexão.

Amantes da natureza e cultura: Para quem quer vivenciar a Amazônia de um jeito profundo e levar consigo não apenas memórias, mas uma narrativa visual própria do que sentiu lá.

O critério não é a técnica, é a entrega. > Buscamos pessoas que queiram desacelerar e entender que a fotografia é, acima de tudo, uma forma de estar presente no mundo.

Líder indígena com cocar em maloca tradicional

A FOTOGRAFIA É O RASTRO
DO SILÊNCIO QUE VOCÊ ESCOLHEU
OUVIR.

Movimento de dança indígena em longa exposição

OS PILARES METODOLÓGICOS

Linguagem e storytelling: Como utilizar a composição (pontos, linhas e formas) não como regras rígidas, mas como ferramentas de narração. A estruturação de uma série fotográfica que conte uma história coesa.

A iluminação como ferramenta narrativa: O domínio da luz natural filtrada pela mata, o desafio do alto contraste e a busca pela Golden Hour na água espelhada.

O retrato autoral e ética: A aproximação humana. Como documentar a vida ribeirinha com profundidade, estabelecendo uma troca genuína antes do primeiro disparo.

Edição e curadoria: O processo "nu" de seleção. Ensinaremos a editar as imagens para criar um diário de viagem visceral, focando no que cada participante tem de único em seu olhar.

Fotografia de natureza e essência: O nosso olhar será voltado para a força da floresta e para a captura da luz em sua forma mais pura. É importante ressaltar que a Amazônia Nua não é um workshop de fotografia de nu artístico com modelos.

Ritual de dança indígena na maloca e retrato de líder indígena
Canoa de madeira entre árvores à beira do rio
Orla do rio com barco ao fundo e casa ribeirinha com varal de roupas

A JORNADA

Dia 1 | Chegada e alinhamento técnico:

Início do dia em Manaus, visita ao mercado de barco até a pousada. Após o almoço, teremos a primeira aula prática sobre direcionamento do olhar e dúvidas técnicas. A noite encerra com o jantar e a Roda de Cacau.

Dia 2 | Cultura e fotografia de igapó:

Manhã dedicada à documentação fotográfica na comunidade Indígena. Após o almoço, faremos uma expedição em canoas para registrar os reflexos dos igapós. À noite, acontece a primeira mentoria de análise do material.

Dia 3 | Mata fechada e Rio Negro:

Iniciamos o dia com uma trilha guiada na floresta primária com visita ao mercado flutuante. À tarde, a sessão fotográfica será na Praia Grande, explorando as árvores submersas na luz do pôr do sol.

Dia 4 | Vida ribeirinha e curadoria:

Manhã de navegação para registrar o cotidiano local, os botos e as casas das comunidades na região. O almoço será na praia e a tarde será dedicada à edição e análise profunda do portfólio de cada participante.

Dia 5 | O último raio:

Saída fotográfica ao nascer do sol no rio (se o clima permitir) e check-out. O retorno fluvial para Manaus acontece às 10h, finalizando com almoço de despedida na cidade e traslado para o aeroporto.

Cronograma sujeito a alterações para melhor aproveitamento da luz e adaptação às condições naturais da Amazônia.


DESTAQUES
DA  IMERSÃO

Trilha na floresta primária: Uma imersão profunda para captar a luz filtrada pela copa das árvores, as texturas das raízes centenárias e a vida que pulsa no chão da mata.

Visita à comunidade indígena: Um momento de troca e observação, focado em registrar a cultura e o cotidiano com a sensibilidade de quem pede licença para entrar.

Workshop de natureza: A fotografia como ferramenta de conexão, sem modelos ou artifícios, apenas você e a nudez da floresta.

Cenas da vida ribeirinha: flutuante Pôr do Sol, boto, restaurante Banho de Rio e criança na comunidade

CONDIÇÕES CLIMÁTICAS

-

Temperatura: Entre 23°C e 31°C

Sensação térmica: 34°C (devido à umidade da floresta)

Umidade relativa: 85%

Probabilidade de chuva: 40% (pancadas isoladas e rápidas)

Fase da lua: Nova (Ideal para astrofotografia, céu bem escuro)

Ciclos de luz • Nascer do sol: 06:10h

Pôr do sol: 18:05h

Investimento

Condição de lançamento.

(Válida para inscrições confirmadas até outubro de 2026.)

6x de R$ 1.298 via PIX

Condição regular.

(Para inscrições confirmadas após outubro de 2026).
R$ 7.790 à vista ou 30% de sinal para confirmação da vaga e saldo remanescente até 18 de fevereiro de 2027.

Grupo exclusivo.
8 a 10 participantes.